segunda-feira, 28 de setembro de 2009

So let's have some fun



I'm just a little person
One person in a sea
Of many little people
Who are not aware of me
I do my little job
And live my little life
Eat my little meals
Miss my little kid and wife
And somewhere maybe someday
Maybe somewhere far away
I'll find a second little person
Who will look at me and say
I know you
You're the one I've waited for
Let's have some fun
Life is precious
Every minute
And more precious with you in it
So let's have some fun
We'll take a road trip
Way out West
You're the one
I like the best
I'm glad I found you
Like hanging round you
You're the one
I like the best
Somewhere maybe someday
Maybe somewhere far away
Somewhere maybe someday
Maybe somewhere far away
Somewhere maybe someday
Maybe somewhere far away
I'll meet a second little person
And we'll go out and play"


Música de Jon Brion, cantada por Deanna Storey, trilha do único filme de Charlie Kaufman.

Quero assistir Sinédoque, Nova Iorque de novo. Apesar de tão triste.

domingo, 27 de setembro de 2009

I want you (so bad)

Eu não quero essa inquietação, esse sofrer contido a querer extravasar a todo instante. Saudades de delirar de amor no poente, de querer me ver brilhar nos olhos teus, de entrelaçar-me em teus braços, perder meus dedos em seus cabelos, entregar-me a teus desalinhos e ficar tão contente que do brilho dos olhos meus a lua invejasse. E triste, me chamasse, a sangrar, a sangrar...


P.S.: escrevi esse negócio em forma de poema. Mas como disse o mestre Chorão: "eu não sei fazer poesia, mas que se foda!" Postei assim, me constrange menos.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

"Por onde anda a canção..."*

Estou aqui lendo sobre o uso de tecnologias de informação e comunicação pelos árabes e judeus e... argh, por que me entedio tanto?
E fico ansioso. E com a sensação de que o essencial (que seria, para o meu orientador ou para muita gente, o fútil) está sendo deixado para trás e que estou perdendo tempo... no meio das aulas os meus rabiscos são "tomar porre e fazer música/ escrever e fazer amor/ essa é a vida que eu quero/ e para onde não vou" e... enfim, essa não-vida é inclusive não falar contigo e não te ver... é como fechar a porta e estar do lado de cá, respirando e transpirando, esperando por você enquanto eu supostamente deveria estar simplesmente te procurando (ou seja, deixando a porta aberta) e dando conta do que eu tenho que fazer.
De um dia desses para cá, quando eu mais devia ter a chave, eu a perdi. Vejo a vida passar pela janela e sorrir, mas eu fico. E tento ter esperança de que você não se canse da minha mudez, do fechar de portas e das minhas janelas de vidro. E da casa inteira, que seja, casa-nenhuma, sou eu, só eu e a metafísica desatinada, a escoar por toda a extensão de tempo, roubando-o de mim, se é que já o tive.
E enquanto escrevo essas linhas sem razão, enquanto canto "Onde anda você", pousa no meu quarto uma esperança. Verde e feia, mas sinal de sorte? Nunca se deve matar uma esperança, enquanto tantos ratos correm e se escondem e atravessam os caminhos que deviam ser só seus. Essa esperança, ah, é saudade que não fala.

E só pensa: "Quero ter você pra mim".


* Trecho de "Onde anda você", Vinicius de Moraes (se tem algum parceiro eu estou com preguiça de checar...)

P.S.: o rabisco é só um rabisco. Não me levem a mal (especialmente pelo "tomar porre", especialmente).

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Estou na fila da emergência. Eu quero que o próximo não seja eu. Meu irmão está lá dentro, no consultório, e sinto meu coração palpitar mais forte. Alguma taquicardia, reflexo de uma espécie de angústia e algum amor, quem sabe? Vejo as pessoas de guarda-pó branco vindo de lá para cá. Meu coração se aperta.

Eu tenho medo dessa fila, quero que você me salve dela. Tenho medo de morrer, e de morrer de amor, meu amor. Eu digo que a minha vida é convalescência, dor no espírito, mas no fundo você sabe que a minha cura é você. Você.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Se você vier, se

Escuta, isso é o que o amor faz comigo. Eu queria que você viesse a mim e visse isso. Viesse e visse, ver e vir, vir e vier... enfim, são dois verbos que confundem as pessoas e tem significados tão díspares. Eu, por exemplo, sei que te vejo muitas vezes, mas ver não é enxergar. É simples: quem eu vejo é um simulacro, qualquer fantasma nobre que não sei quem é, mas por quem estou constantemente apaixonado. E é assim que eu te vejo e tenho alegria porque sim, mas tudo isso aqui não faz sentido nenhum se for assim, com o "vir" e não o "vier". E principalmente com o "viesse". Com a suposição, e jamais a certeza.

Fosse como eu queria: nenhuma dor, sua palavra, seus versos, suas declarações, alguma forma de invenção. Engendraria, assim, pedaços de sentimentos através das suas cores novas. E, ao alcance de suas mãos, ficariam as mais bonitas sensações. Isto é, se eu fosse o "vier". Isto é, se tudo fosse certeza e não apenas mais uma elocubração.

Daí que é melhor largar de vez o futuro do pretérito e qualquer subjuntivo.