sexta-feira, 31 de julho de 2009

Para não perder o hábito

das citações:

O fim do homem é sempre mais marcado que seu início. O pôr-do-sol, a música de encerramento, assim como a última mordida de um doce sempre é mais doce no final. O que é escrito na lembrança vale mais do que aquilo que ficou perdido no passado."


Shakespeare. Fecha Som e Fúria, seriado da Globo muito bom do qual só pude assistir o fim hoje, muitíssimo bem.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Quase uma antipropaganda

- Que é isso que você trouxe?
- É a revista da minha faculdade.
- Ahn...
- Tem um entrevista minha nela. Quer dizer, uma que eu fiz.
- Ah, legal. Com quem?
- Hm, um poeta (você não conhece). Nildão.
- Quem?
- Nildão.
- Hm. Sobre o quê?
- Sobre ele, né? Ele é poeta, cartunista, designer, mora aqui no Rio Vermelho.
- Hmmmm. Deixa eu ver, onde tá aí?
- Aqui, ó. Ele que fez esses desenhos também (veja abaixo). Ele pichava umas frases na rua, tipo "Irmã Dulce tem conta na Suíça" e "Ando sem medo, isso me amedronta", nos anos oitenta.
- Heheh. Legal. Ele é conhecido?
- É. Mais ou menos. Não muito...
- Ahhn...


Quem tiver interesse em ler, a entrevista está aqui, na página 31. Ou então veja logo abaixo. Na verdade, da entrevista verdadeira só tem o rastro, de tão mutilada que ela foi para a publicação. E parece que foi um imbecil que fez, do tipo que pergunta "É verdade que você fez jornalismo?".


Fazer o que, né? Não vou esconder a revista.

***
O que andei fazendo:
- Jornal da Facom nº20: "Desafios da UFBa nova", p. 12 e 13.
- Vila Brandão Existe: projeto experimental na comunidade Vila Brandão, de Salvador.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Escrever sobre si mesmo perde todo o sentido quando todo o mundo duvida da sinceridade de suas razões. Resultado: mentirei mais.

Eu passei a considerar tudo o que me vem à cabeça, ou toda sensação de mal ou bem estar como irrelevante. A conclusão é de que tudo perde o sentido, mesmo. Fato é que quando tudo é igual, nada merece ser escrito, nada merece ter esse valor. Porque as pessoas - e eu também, é óbvio - pensam que, se você escreve, é porque aquilo tem algum valor. Ou é verdade para sempre. É como se fosse uma marca. Se eu escrevo coisas porque estou triste, isso significa - para elas - que sou infeliz por completo com a vida que levo. É uma verdade brutal: se não quer que ninguém te estigmatize, não seja sincero. Não ponha sua angústia no papel. Não escreva para lembrar - só para esquecer de si. E o esquecimento não se faz se alguém se lembra do que você escreveu.

A conclusão é de que a partir de agora não haverá sinceridade por aqui. Talvez assim eu pareça mais autêntico, menos estereotipado, menos bizarro.

É isso.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Eu sou um mentiroso

...e ainda não esgotei as ditas lamentações. Tanto que pensei em criar outro blog para me lamentar. Mas concluí que oh!, eu já tenho um!


Os dias
------ se passam
e eu vou escrevendo menos
------------amando menos
é como se um pedaço
de mim
-------- um importante
estivesse perdido
e querê-lo de volta
fosse, também, despedaçar-me


(no fim, foi primeiro de abril mesmo)